sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024

Coréia do Norte declara Sul como maior inimigo

    A Coréia do Norte anunciou uma mudança radical em sua constituição, que passa a considerar a Coréia do Sul como o inimigo número 1 do país. A medida foi tomada pelo líder supremo Kim Jong-un, que afirmou que a Coréia do Sul é uma "marionete dos imperialistas americanos" e que "não há mais espaço para o diálogo ou a cooperação".

A medida foi tomada pelo líder supremo do país Kim Jong-un

    Segundo a nova constituição, a Coréia do Norte tem o direito de "defender a soberania e a dignidade da nação" contra qualquer ameaça ou provocação da Coréia do Sul, e que "qualquer ato de agressão ou interferência será respondido com uma guerra total". A constituição também reforça o papel do Partido dos Trabalhadores da Coréia como a "força dirigente da sociedade" e o culto à personalidade de Kim Jong-un e seus antecessores.

    A mudança constitucional foi aprovada por unanimidade pela Assembleia Popular Suprema, o parlamento norte-coreano, que se reuniu em uma sessão extraordinária convocada por Kim Jong-un. A sessão foi transmitida pela televisão estatal, que mostrou imagens de milhares de pessoas aplaudindo e cantando slogans em apoio ao líder supremo.

Segundo a nova constituição a Coréia do Norte tem o direito de "defender
a soberania e a dignidade da nação"

    A tensão na península coreana aumentou nos últimos meses, após uma série de testes nucleares e de mísseis realizados pela Coréia do Norte, que desafiaram as sanções internacionais. A Coréia do Norte também cortou todas as linhas de comunicação com a Coréia do Sul, e acusou o país vizinho de violar o acordo militar de 2018, que buscava reduzir as hostilidades na fronteira. A Coréia do Sul, por sua vez, aumentou sua presença militar e realizou exercícios conjuntos com os Estados Unidos, que mantêm cerca de 28 mil soldados na região.

    Analistas políticos afirmam que a mudança constitucional da Coréia do Norte é uma forma de Kim Jong-un consolidar seu poder interno e aumentar sua influência externa, em meio à crise econômica e sanitária que o país enfrenta. No entanto, eles também alertam que a medida pode aumentar o risco de um conflito armado na península coreana, que poderia ter consequências catastróficas para a região e para o mundo.

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