sábado, 9 de março de 2024

Dinamarca promete "toda sua artilharia" para Ucrania

    A recente decisão da Dinamarca de doar sua artilharia à Ucrânia é um movimento significativo no contexto da segurança europeia e global. A primeira-ministra Mette Frederiksen anunciou na Conferência de Segurança de Munique que a Dinamarca enviará “toda a sua artilharia” para a Ucrânia, um gesto que sublinha a solidariedade europeia e a resposta coletiva à agressão russa.

A doação dinamarquesa foi anunciada em uma grande conferencia de segurança


    Este ato de apoio militar não é apenas um sinal de solidariedade, mas também um chamado para outros países europeus para aumentarem suas contribuições de defesa. Frederiksen instou outras nações a doarem seus estoques de munições, enfatizando que a Rússia continua a ser uma ameaça não só para a Ucrânia, mas para toda a Europa. A liderança dinamarquesa reconhece que a Rússia está desestabilizando o mundo ocidental de várias maneiras, incluindo desinformação, ataques cibernéticos e guerra híbrida.

    A doação da Dinamarca vem em um momento crítico, quando a Ucrânia enfrenta uma situação precária na guerra, com a Rússia obtendo mais conquistas na frente de batalha. A cidade de Avdiivka, por exemplo, foi tomada após quatro meses de combate intenso, e as forças ucranianas estão motivadas pela falta de munições. A urgência da situação é ressaltada pelo conselheiro presidencial ucraniano Mykhailo Podolyak, que alertou que a Rússia poderia se tornar uma ameaça global e que uma vitória russa na Ucrânia colocaria a Europa em risco fatal.

Nos últimos meses a Rússia veem obtendo mais conquistas na frente de batalha


    A generosidade da Dinamarca também destaca a necessidade de acelerar e escalar o apoio militar à Ucrânia. Frederiksen enfatizou que o sentido de urgência não é suficientemente claro nas discussões entre os países europeus e que é necessário agir rapidamente. A União Europeia (UE) respondeu com a destinação de um novo fundo de 50 bilhões de euros para a Ucrânia, após a Hungria ter deixado cair o veto ao novo pacote de ajuda.

    A decisão da Dinamarca de doar sua artilharia reflete um compromisso mais amplo com a ajuda militar à Ucrânia. Desde novembro, os compromissos de ajuda militar da Dinamarca aumentaram em 3,5 bilhões de euros, tornando o país nórdico uma das maiores ajudas militares em percentagem do PIB, de acordo com o Instituto Kiel para a Economia Mundial. A Dinamarca prometeu um total de 8,4 bilhões de euros em ajuda militar, um número que destaca a seriedade com que o país está abordando a situação na Ucrânia.

    Enquanto isso, a República Checa também se comprometeu a enviar granadas, consideradas o bem mais precioso, para apoiar o exército ucraniano. O presidente checo Petr Pavel garantiu que até 800 mil granadas poderiam ser fornecidas rapidamente se o financiamento fosse arranjado. Esses anúncios surgem em um momento em que a Ucrânia enfrenta grandes lacunas de artilharia e munições, especialmente as pós-soviéticas.

    O novo comandante das Forças Armadas ucranianas, Oleksandr Syrsky, visitou recentemente a frente oriental da guerra e descreveu a situação como “extremamente complexa e tensa”. A situação no terreno é um lembrete constante da necessidade de apoio contínuo e reforçado à Ucrânia.

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